quarta-feira, julho 25, 2007

Tunísia, amanhã "és minha"



Beijinhos e abraços...

Mais notícias cor de rosa

Tanto gozaram tanto gozaram, mas ao que parece o furor é em larga escala... Se alguém quiser o equipamento secundário cor de rosinha, pode ir aqui. Mas vai reparar na nota subtil que está nesta página:

"NOTA IMPORTANTE: DISPONIBILIDADE DE ENVIO - NOVEMBRO 2007. PAGAMENTO EXCLUSIVO POR MULTIBANCO."

Ao que parece vai ser o sucesso do ano... Não sei se são boas notícias ou más, mas lá quem tem impacto, tem!

Vá, agora a sério...

"This year I will be more mellow, yes, mellow [Na próxima época vou ser mais amável, sim, amável]".

José Mourinho, The Guardian, 24-7-2007

Será que é influência da muita chuva que cai em Inglaterra? Isto pode ser um dano irreparável...

terça-feira, julho 24, 2007

Bookcrossing

Também há o site português! http://www.bookcrossing-portugal.com/

No limiar dos sonhos #6

Eu sei que este ano nem me posso queixar, mas se pudesse escolher com toda a liberdade provavelmente uma das hipóteses seria esta... Que sonho mesmo! Índia de mochila às costas e paragem obrigatória neste rasgo de amor e arte conjunta. Não sei quanto tempo duraria o meu momento de contemplação...

E se mais pudesse escolher, pernoitava neste cantinho...



Sonhar? Ver aqui... Para já fico-me pela Tunísia...

Precisa-se

Jovem ambicioso, prático, que tenha gosto pela vida, que queira lutar pelos habitantes deste país, que olhe para os problemas dos jovens, que não sucumba facilmente aos prazeres do poder, que não meça benefícios em ganhos pessoais, que queira remar contra a maré, que tenha a sua situação fiscal em dia, que tenha descontado sempre para a segurança social, que saiba falar em público, que não minta cada vez que promete alguma coisa, que tenha valores pessoais dignos, que não venda gato por lebre, que não tenha areia para atirar aos olhos dos seus iguais, que não afirme uma religião em vão, que tenha visão, que...

Acho que era capaz de ficar aqui o dia todo, mas só estaria a fazer engordar a utopia de um político que nos trouxesse alguma esperança.

segunda-feira, julho 23, 2007

Desafio

A Thunderlady deixou-me um desafio de perguntas... Então aqui vai:

1- Estás mais envolvido com o sarcasmo ou com a gentileza na tua escrita na internet?
Depende do estado de espírito e do tema... Gosto de escrever sobre qualquer coisa. Tem de haver equilíbrio e acima de tudo tem de ser algo que me complete.

2- Acreditas que os teus ideais políticos te definem?
Ideais políticos... Não. Tenho os meus ideais e cada vez mais têm cada vez menos a ver com os ideais (ou lá o que há agora) políticos.

3-Qual é o elemento essencial de uma relação?
Saber crescer juntos, partilhar, conversar... Ser racional, mas sem deixar o romantismo de parte.

4-É difícil levantares-te de manhã?
Uns dias mais que outros.

5-Qual a última coisa mais bonita que viste?
Humm... Não sei... Fogo de artifício? Pôr do sol às 23.30h? Sei lá...

6-Por que sou tão medricas quando vou ao médico? E tenho tanto medo do amanhã?
Não sou medricas quando vou ao médico. Ter medo do amanhã ainda menos...

7- Se pudesses conhecer alguém que não conheces quem seria?
Ora deixa cá ver... Muita gente! O Johnny Depp e a Cleopatra.

8- É fácil gostar-se de ti?
Acho que isso depende de quem me está a conhecer. Já ouvi de tudo, desde ser antipática, ou tímida, a mais palhaça, simpática... Para quem goste do estilo, acho que é fácil.

Passo o desafio ao headache, à miss detective, à kiss me e à Miss K. Só mesmo se quiserem.

Férias


Aproximam-se... É já esta semana, 5ªfeira, que vou a caminho da Tunísia. Hoje é um daqueles dias que já estamos a pensar no que levar, de como vai ser, de como nem vamos ter tempo para pensar no trabalho, porque o deixamos cá. Também muitas vezes e durante muito mais tempo estamos atulhados de trabalho, que a curta lembrança de férias se degrada rapidamente. Deixamo-la tão encoberta de responsabilidades, que ela depressa esmorece, se convence que se calhar não queremos mais saber delas. As pequenas férias andam à deriva em oceanos de trabalho e, quando dão à costa, tornam-se no tesouro mais desejado.


Aguardo ansiosamente por voltar a ver e estar no Saara. Aguardo a noite no deserto e a aventura pelo circuito 4x4 que já está preparado à minha espera... Vou ali buscar a mala, já venho!...

sexta-feira, julho 20, 2007

Acertar a mira...


Estou em processo de preparação para amanhã de manhã.

3 em 1

Vivemos na era da sustentabilidade (se bem que acho que muita gente ainda não sabe o que significa). Vivemos também na era de promover tudo o que é "verde", ecológico, entenda-se. Mas vivemos também na era em que a economia nacional está assim fraquinha, fraquinha, excluindo para políticos e empresários. Tirando essa nata que se nos cola na garganta e nos dificulta engolir sapos, a maioria das pessoas está mal. Não há dinheiro para nada e não vai faltar a entrevista saudosista na TVI a perguntar às pessoas o que é que compraram nos saldos e a maioria a dizer: umas cuecas ou uma t-shirt no Continente.

Posto esta contextualização, há que partilhar ideias que possam juntar o útil ao agradável nesta conjuntura que aqui descrevo. Afinal como é que podemos poupar dinheiro, ajudar o ambiente e ter uma atitude de sustentabilidade?

Eu achei que devia partilhar tal ideia convosco depois de ter lido esta entrada algo reivindicativa da Thunderlady.

Uma coisa que muita gente gosta de fazer é ler livros. Ora livros infelizmente são caros, porque há que penalizar quem gosta um pouco de cultura. Ler, qualquer dia, é só para a tal nata. Ou seja, em breve se vai deixar de ler, uma vez que a nata cada vez mais é constituída por pessoas que em vez de saber falar, só sabe mesmo ganhar dinheiro, às vezes (para não dizer sempre) à custa dos outros.

Mas e se eu vos dissesse que têm de aprender o que é o bookcrossing?

"bookcrossing.
the practice of leaving a book in a public place to be picked up and read by others, who then do likewise.
(added to the Concise Oxford English Dictionary in August 2004) "

E estava eu a ler um livro, que acabei, numa esplanada solarenga de Lisboa, quando o deixei, já devidamente assinalado, abandonado de propósito, à espera que alguém o salvasse, que recuperasse o sumo literário no seu interior, que o levasse para um novo lar, o passeasse por uns tempos e o entregasse a um destino novo, como que num interrail imaterial. Livros por todo o mundo, partilhados, herdados... Menos árvores abatidas, dinheiro em papel reutilizado, ordenado poupado às luxúrias que hoje em dia é ler um livro.

Nota: estou a escrever este post no exacto momento em que atingi as 9000 visitas. A todos o meu muito obrigado por continuarem a ler as minhas entradas, meio perfumadas de tintol... :)

quinta-feira, julho 19, 2007

Equipamento cor de rosinha...

Já vi alguém com um vestido... E eu até que não desgosto, para ser sincera...

Teorias


Será que ele vai morrer? Quem é que vai morrer? Será que a promiscuidade também existe no mundo da magia? Será que o Snape é bom ou é mau? Eu sei que isto parece muito criançola, mas eu acho mesmo que vou comprar o livro à meia noite!... :P
Nota: isto vem da conversa de hoje depois de almoço... A nossa tarde está ser bastante produtiva!:P

quarta-feira, julho 18, 2007

A. Romão Dias

Não há quantidades em excesso de pequenas mas sinceras homenagens. O nosso professor deixou-nos. Mas tenho a certeza, pelo que falei com colegas e pelo que tenho visto nos blogues, a saudade será um silêncio ensurdecedor (passo a frase feita, aplica-se na perfeição).

É quem nunca esquecemos... Os pequenitos caloiros, ainda meio assutados ou sem saber o que lhes aconteceu... "Os caloiros este ano ainda são mais feios que os do ano passado"... Ou quando a sua própria cabeça fazia de electrão numa explicação ilustrada... Aulas em que tiros de giz podiam fazer lembrar um jogo de paintball em que só ele tinha balas... Ponteiros encolhidos à espera de poder resistir pelo menos uma aula. O cheiro do seu cachimbo anunciava-o sempre com antecedência. E sem nós darmos por isso, tínhamos aprendido 3 gordas sebentas de uma matéria que com ele só podia ser fácil. Jantares de curso com ele, a animação estava garantida. As meninas levavam rosas e até fazia de Pai Natal nas trocas de prendas natalícias...

Teremos saudade, mas a homenagem essa será eterna enquanto pessoas e profissionais. Foi nas suas mãos que nos começámos a moldar e só por isso está em cada um dos seus feios caloiros.

Até sempre!
Nota: por certo esta nota já foi repetida por vários blogues e nos media... Por certo tenho um delay... Mas ainda hoje me custa a acreditar...

Pérolas #17

Esta faz-me lembrar as festas, o gravar de cassettes para ouvir numa viagem, o cantar em grupo com alguém a tocar viola... Que belos momentos!... Também a estaria a ouvir agora na praia, acompanhada de um belo pôr do sol.

terça-feira, julho 17, 2007

Private Joke

Está divinal!

Todos* à Manif!

Em sequência do meu post anterior, amanhã vai haver uma manifestação à qual devem comparecer todos os bolseiros, sejam eles de qualquer nível e também quem demonstre solidariedade, nomeadamente professores universitários e investigadores que apoiem a jovem classe que se dedica à investigação.

Essa minha raiva controlada é em grande parte dedicada a quem tem o poder mas não sabe do que fala! É que não sabe mesmo!

E porque nós cumprimos a nossa parte, após várias discussões promovidas em várias faculdades, vai ser entregue no MCTES (Ministério para a Ciência e Tecnologia e Ensino Superior) a nossa proposta para o novo Estatuto do Bolseiro.

Vamos agora quanto tempo duram as próximas águas de bacalhau!...

Ver a notícia aqui.
Informações do Fórum da ABIC (Associação dos Bolseiros de Investigação Científica): aqui.
Cartaz do evento: aqui.

*Este todos é extensível até ao mais remoto apoiante. Mesmo que pouco saiba destas, lutas, com pouca informação pode concluir que é uma luta mais que justa!

segunda-feira, julho 16, 2007

"Desnobilizar" ou será Desmobilizar?

É certo que quando não passamos por uma situação não devemos opinar sobre ela. Eu nunca li nenhum livro do nosso Nobel José Saramago. Mas há qualquer coisa que me faz permanecer longe do senhor... Noto nele uma certa descoordenação relativamente àquilo que quero para o nosso país. E talvez por isso a falta de vontade de "o ler"... E hoje deparo-me com esta citação sua:

"Portugal acabará por integrar-se na Espanha"
José Saramago, "Diário de Notícias", 15-07-2007

Com tantas certezas negativas, onde iremos mesmo parar? Também não sei se hei-de acreditar nos opostos. Estudos são sempre fontes de dúvida. Americanos indicaram que a economia Portuguesa está tão dinâmica que na Europa apenas a Espanha e a Grécia serão mais fortes. Até aqui fico um pouco decepcionada, afinal é sempre com eles que nos comparamos.

"Até ao final da próxima década, a economia portuguesa vai ser uma das economias mais dinâmicas da zona euro e crescer 2,1%, em média, ao ano. Um valor ainda distante do andamento da década de 90 mas que permitirá a Portugal convergir com os seus parceiros da moeda única até 2020." Aqui

Mas nesta corda bamba onde não sei que extremo chegará a bom porto, há uma grande preocupação. É que com cintos apertados indefinidamente não há família acima de 2 elementos que resista. Vivemos para o trabalho, para as correrias, para pagar as contas e no fim apenas resta fôlego para descansar...

Em 2006 nasceram menos 4100 bebés que no ano anterior
São os valores mais baixos alguma vez registados nas estatísticas disponíveis: em 2006 nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4106 que no ano anterior; e o número médio de filhos por mulher em idade fértil caiu de 1,41 para 1,36. Aqui

Será que as preocupações vão chegar ao mais alto nível? A voz da república já ecoou...

Cavaco Silva quer políticas de natalidade para combater envelhecimento do país. Aqui

Mas para isso é preciso algo que os políticos deste país ainda não perceberam. A Assembleia da República não é o Olimpo. Não é suposto que o seu pelouro lá se torne apenas lá em vez de um olhar atento ao país. Estamos fartos de promessas que depois se transformam em arquivos. Estamos fartos de políticos que vivem num regime à parte, que não fazem a mínima ideia de como a vida é difícil. Falo por mim... Recebo uma bolsa de doutoramento, que até parece o paraíso fiscal, pois não pago impostos. Mas também não é aumentada há anos, nem com o valor da inflacção. Não tenho direito a 13º mês nem a subsídio de férias. Nos bancos tratam-me abaixo de cão porque não há declaraçãozinha do IRS. Quaisquer 2/3 da bolsa estão destinados ao empréstimo da casa. E o pior no meio disto tudo é que, infelizmente, o doutoramento neste país não é uma passagem para a outra margem. No geral os empregos para doutorados são arrancados a custo e o grau que normalmente nos aceitam é a licenciatura. Ou seja, somos trabalhadores "licenciados" e com ainda menos experiência do que quem começou logo a trabalhar.

Soa-me que este país anda aos estilhaços e cada vez mais pequenos. É que em vez de os remediarmos, andamos sempre a pisá-los até à última.

domingo, julho 15, 2007

Micro-Férias


É o que me apetece chamar a este fim de semana na terrinha... Tinha saudades, oh se tinha! Já não ia até lá há 1 mês! A piscina a chamar, aquele calor calmeirão, os passarinhos que gentilmente parecem acordar-nos só depois das 10 da manhã... Ler mais de 200 páginas de um livro, a apanhar banhocas de sol... Uma bela sardinhada, cortar o cabelo e ficar a par das fofocas todas da cidade... Ah, gosto tanto do meu Alentejo, de Portalegre... Vidinha boa!...

quinta-feira, julho 12, 2007

Sonho de uma noite de Verão...

Estamos reunidos na praia, os amigos inseparáveis a ver o pôr do sol. Há violas, há sorrisos entoados e letras de músicas que nascem connosco. Há chouriços e linguiças a espalhar os mais gulosos desejos, um pão alentejano a querer aquele pingo quentinho... Parzinhos à socapa já se encostam, à espera que uma ténue brisa os ajude na desculpa do frio. A máquina fotográfica que dispara momentos aos desbarato, nem o sorriso mais amarelo a demove de estar no sítio certo. Chegam ondas à festa, parecem querer ser incluídas... Com as ondas, as conchas, as algas, uma ou outra alforreca marota... Um patinho de borracha...



... um patinho de borracha?...

"Esta é já uma história épica: 29 mil patinhos de borracha estão há 15 anos à deriva nos oceanos. Agora farão a sua entrada triunfal ao aparecer na costa inglesa. E talvez na portuguesa também. Cada um vale 73 euros"

Quais naufragos, estes bonequinhos de água doce sobrevivem há 15 anos às ondas dos temíveis oceanos. Alguns deverão ter gelado nos pólos, alguns terão perdido a sua viva cor... Mas os resistentes já avistam terra e querem regressar à realidade. Receio que as crianças de hoje não sejam tão dadas a coisas tão simples, especialmente se já não houver um olhito que chame à atenção.

"Diz-se que nadaram mais de 27 mil quilómetros e, apesar de alguns terem ficado retidos no frio congelante do Ártico, outros resistiram e chegarão agora a Inglaterra. "

São os verdadeiros aventureiros, já devem ter visto de tudo por essas águas fora. Se calhar alguns já foram resgatados, recuperados da hiportemia, mas a maioria já não vive sem a emoção dos oceanos...

"A viagem passa-se da seguinte maneira: se os patos estão a ir para Inglaterra, significa que apanharam o giro subpolar. A sul desta corrente encontra-se o giro subtropical. Se alguns dos brinquedos forem parar um pouco mais para sul, podem ser apanhados pelas correntes do giro subtropical que desemboca na corrente Portugal. É isso que poderá fazer com que os patinhos surjam na costa portuguesa por volta do Verão. "

Portanto esta visita vinda do mar pode muito bem acontecer no seu dia de praia, pacato... Ainda por cima são importantes!

"Ebbesmeyer traça o percurso dos brinquedos através de um modelo de computador construído pelo seu colega Jim Ingraham, da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), e que tem ajudado os oceanógrafos a compreender melhor as correntes. Joaquim Dias, professor na faculdade de Ciências na Universidade de Lisboa, explica que estes patinhos se tornaram uma experiência importante: "São traçadores de correntes, ou seja, ajudam-nos a compreender a circulação média do oceano à superfície.""

E melhor ainda, parece que este seu dia pacato, polvilhado de tal experiência caricata, pode ainda render um belo repasto de sapateira e marisco!

"The First Year, fabricante dos patinhos, oferece 100 dólares (73 euros) por cada animal encontrado e devolvido. O jornal The Times acrescenta que estes patinhos, mais do que um conjunto de brinquedos perdidos no mar, são já um objecto de colecção e que podem valer cerca de mil dólares (734 euros) no mercado coleccionista. "

Já estou a imaginar o e-bay ao rubro com patos descorados e disformes... E como felizmente até há malucos para tudo, se formos o sortudo a resgatar o resistente patinho, podemos começar um belo pé de meia!

"Entretanto, os brinquedos tornaram-se objectos de culto e esta história, que é já quase um romance policial, foi até inspiração de livros infantis."

E o patinho voltou para a sua terra e foi feliz para sempre.... - FIM -

OOoopss, não é o fim...

O resgatador vendeu o patinho no e-bay e conseguiu comprar ao seu filho todos os modelos de consolas do mercado.

- FIM -
Nota: O texto original completo aqui. Espero que abra...

Regressos

Gosto de regressar a casa. Quer seja a minha ou a dos meus pais na terrinha. Sabe melhor regressar depois de algum tempo ou quando regressamos de uma viagem, mesmo que seja ela a viagem da nossa vida. Gosto de regressar a sítios das minha infância. Gosto de regressar onde já imaginei tudo mas ainda não tinha visto nada. Gosto de regressar ao encontro das pessoas de quem gosto. Gosto de regressar ao cinema, pois há sempre uma emoção nova no ecrã. Gosto de poder regressar a uma cidade e vê-la crescida. Gosto de regressar à areia da praia, saboreá-la na ponta dos pés, molharmo-nos as duas em ondas em fim de vida, meio frias e atrevidas. Gosto de regressar a uma esplanada onde me sinto em harmonia. Gosto de regressar ao aeroporto e esperar alguém, com um abraço envergonhado e sincero.
Infelizmente do bom ao mau vai um passo... Não gosto de regressar ao trabalho. Vejo sempre papéis com "não esquecer..." e quando me recordo dos problemas que deixei, já eles estão com o dobro do tamanho e do trabalho por fazer. Não gosto de regressar a um sítio para levantar algo que já fiz. Não gosto de regressar periodicamente à volta dos tristes para resolver isto e aquilo. Não gosto de regressar dentista. Não gosto de regressar a sítios que me trazem más memórias. Regressos de quem não gosto dispenso. Não gosto de regressar à caixa do correio e ver correspondência de obrigações. Não gosto de regressar à depilação, mas não há bela sem senão! Não gosto de regressar ao multibanco e ver a conta a diminuir. Dos piores regressos que me lembro são aos balcões da Segurança Social.

Mas quando regresso ao teu abraço, esqueço esta luta irracional. Sem querer ter de te deixar, despeço-me a imaginar quando vais regressar.