Por várias situações já ocorreu neste País dizer-se que se vai adoptar o sistema de um outro país para uma área onde, usualmente, somos inferiores ou estamos atrasados relativamente à média Europeia. Países como a Finlândia ou a Alemanha já foram falados e talvez outros que agora não me recordo. De facto, acontece que o comodismo e a pressa da civilização dão em prazos para ontem e em tendências em copiar os bons. Esquecem-se é que ao copiar estão a ignorar o povo português, a nossa cultura, língua, costumes, tempo, tradições e toda a máquina que é a nossa constituição e as nossas leis. Coisas coladas a cuspo têm tendência a quebrar rapidamente. E além disso, têm tendências a ter falhas que dão na irremediável corrupção. É sempre fácil dar a volta e se há países que são paraísos fiscais, nós somos o paraíso da corrupção, mesmo que de forma simples, uma corrupçãozinha mais outra e outra começa a ser demais. Estamos fartos de leis que revogam leis, que substituem leis, que vêm cobrir buracos de leis, que afinal são apenas lavar de mãos do governo.
Veja-se o exemplo recente da alteração do IVA para os ginásios. Ainda ninguém me disse que a sua factura tenha baixado. Isto porque o IVA pode baixar, mas as taxas disto e daquilo podem aparecer. Afinal nós pagamos o mesmo, os donos têm mais lucros e o governo ainda vem dizer a boa voz no Telejornal que fez o que podia e se os donos encontram formas de dar a volta à questão, basicamente e com palavras caras para meia dúzia de bons entendedores, a culpa não é deles.
Basicamente estou farta de tentarmos ser o espelho de alguém ou alguma coisa, quando basicamente um espelho reflecte O CONTRÁRIO. Estou farta de termos um país com óptimos recursos e localização, com potencial e o deixemos quase ao abandono. Estou farta de o chico-espertismo ser um cultura que não nos larga e estou farta de este país não acreditar na juventude que tem.
Estou farta e espero que algum dia, não sei quando nem como, o rumo seja encontrado, pois navegar há mais de 500 anos por águas que fomos deixando de conhecer, deixou-nos às avessas com o progresso. Já estamos na época dos aviões, caso ninguém tenha reparado.