quinta-feira, abril 17, 2008

O que fazer com o prémio desta semana do Euromilhões

1 - Contratar novos olheiros para o Benfica, de preferência sem problemas de visão;
2 - Pagar a um clube distrital para ficar com o Luís Filipe;
3 - Arranjar um novo candidato à presidência, esta já deu o que tinha a dar;
4 - Implorar para o Simão voltar;
5 - Ganhar uns trocos (poucos) com uma porrada de jogadores actualmente no plantel e comprar uns que valham a pena.

Nãaa... Prefiro ter dinheiro para viajar pelo mundo inteiro... À grande!

quarta-feira, abril 16, 2008

No Rescaldo

E no Domingo é no Dragão. O quê, é que eu não sei. Olháli um cartão de sócio a inquitar-se na carteira, ó...

No Futebol há altos e baixos. Raisparta este baixo... (era suposto estar a tentar reconfortar-me...)...

No final

Pronto, fiquem lá com a torradeira (como quem diz com um penalty perdoado e com o 5º golo a surgir de uma falta do Miguel Veloso que não foi marcada, fora ainda um cartão amarelo que ficou por mostrar naquela panóplia de faltas no círculo central).

Só uma nota, não é de hoje. Não sei como é que o Scolari pode continuar a meter aquela coisa chamada Ricardo à baliza. Não consigo perceber.

Tal como não percebo como é que o Di Maria saíu (voltando ao derby). Gostei muito, mesmo muito, do Benfica na 1ª parte. Pena que tanto dão banho como levam banhoca.

Nota final: o único golo que ouvi em directo, antes de ver na TV, vindo o som ali da casa de banho foi o 3º do Benfica. Belas gargantas têm estes nossos adeptos. Também estive lá convosco!:)

Já dizia o RAP, a vantagem de sermos muitos é que quando o Benfica está na mó de baixo há sempre pelo menos um Benfiquista para animar os outros 5 999 999.

Ao intervalo

A desvantagem da proximidade com a casa de banho é a minha mãe ligar e dizer: já que vi que aí chove muito. Sinto-me quase observada...

Quanto aos comentários sobre o jogo, estão quase a explodir cá dentro, mas vou-me deixar para o fim do jogo...

Banho... Pssssttttttt

Inocência

Quantas vezes não desejamos não ter chatices na vida? Falo por mim, é quase todos os dias. Não tenho tempo para o tudo que me rodeia e infelizmente para o tudo que mais me preenche. Há quem diga que o trabalho, esse, nunca desaparece e é verdade. Que mais vale viver a vida e ir fazendo o trabalho. Mas ele também tem outra característica forte: acumula e piora. Portanto nesses dias que estou a achar que nem sei por onde começar e que a cada instante me cai mais uma em cima, que desejava viver na inocência da simplicidade da criança. Um dia já assim fomos e os nossos pais tentaram simplificar-nos a vida e explicar tudo de uma forma simples. Mas nós, sem querer, evoluímos para o difícil e concreto e "hands-on". Será que alguém no mundo escolhe não evoluir assim? Não ter chatices? Das duas uma, ou é luxo que compra com facilidade ou é porque não tem alternativa de viver sem acesso ao mundo. No segundo caso é forçado e o desejo seria que não fosse assim, no primeiro se houver comodismo e deslumbramento, pode durar para a vida. Mas de certeza que se sentiria num mundo à parte, pois ninguém teria as mesmas vivências. Sentir-se-ia sem problemas, mas à parte. Portanto, aquela frase feita do nunca estarmos bem onde estamos, parece ser tão verdadeira quanto o mundo real. Se nos reformassemos já cairíamos no tédio mas reformando-nos só quando é devido, estamos cansados e a vida já passou em grande parte.

E a vida é mesmo assim. No final o que nos conforta é saber que (ou pelo menos desejar que) essas chatices todas que tivémos e o trabalho que despachámos vão construir a base para o futuro de alguém.

Dizem as crianças no alto da sua sabedoria que o mundo dos adultos é difícil, mas dizemos nós que vale a pena o esforço quando na meta está a recompensa.

Pena que na vida real e nas leis e regras dos jogos que vivemos nos locais de trabalho, muitas vezes não seja tão assim ou a cereja no topo do bolo pare nas paragens cimeiras e cá em baixo só fiquem as migalhas.

Pena que tenhamos de aprender o formalismo da legalidade e da aparência, para que possamos discutir a realidade em conversa de corredor. Diz quem sabe que estas são as conversas mais importantes. Então porque é que as conversas de reuniões formais não são como as de corredor? Passamos a falar despreocupadamente, casa um diz o que acha e poupa-se tempo?

Aprender a jogar sem dar de nós ao jogo, sem dar lenha para nos queimar não é fácil. Pode fazer-nos mais fortes, mas também nos faz mais insensíveis.

Sou só eu a sentir este turbilhão de sentimentos ou há mais alguém aí desse lado?

terça-feira, abril 15, 2008

Meter os pés pelas mãos

Diz o Público Online que "Taça de Portugal: FC Porto com ligeira vantagem mas Setúbal é bom em casa".

Ora para meio entendedor meia palavra basta. A ligeira vantagem quererá dizer que o árbitro já teve um tratamento VIP antes do jogo?

segunda-feira, abril 14, 2008

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Visão: Um Porsche com autocolantes a fazer publicidade à Herbalife.

Hipótese 1: o negócio dá tanto lucro que dá para comprar um Porsche.

Hipótese 2: o Porsche foi tão caro que qualquer rendimento extra ajuda a pagar.

Conclusão: só neste país temos cenas deste tipo.

Constatação das 15:53 h

Hoje estou muito mole. Por outro lado, ao bom estilo dos PhD Comics, tenho uma deadline de entrega de um paper para um conferência até amanhã. A boa notícia é que acabei agora. Se estou de boa vida? Não, segue-se um pacote de exemplos que tenho de implementar no meu modelo e pôr a correr no PC pois tenho reunião na 4ªfeira de discussão de resultados. Isto com aula pelo meio.

Ah, a vida é bela (ou mais para o preenchida). Amarela, só se for o sorriso de 2ªfeira.

E por falar nisso

Para saberem onde podem abastecer mais barato podem ir aqui: http://www.maisgasolina.com. Ou então comecem a usar mais os transportes públicos!

Planos

Vou começar a prospecção para mudar de carro... Sugestões?

Estou já a fazer "planos a crédito"... Já que comprar casa também o é, neste caso já estou a fazer planos para o dinheiro que ainda não comecei a receber.

domingo, abril 13, 2008

Noutros planos



Manuel Cardoso venceu a 5ª etapa da Volta ao Alentejo (que passou em frente à casa dos meus pais e que nós aplaudimos vigorosamente).
O aparato quebra o silêncio daquelas estradas normalmente tão calmas. Interrompemos o almoço
para ir ver. Mas o melhor foi a emoção que o meu sobrinho teve a ver passá-los a alta velocidade (a subir...).

sábado, abril 12, 2008

sexta-feira, abril 11, 2008

Tarefas a fazer enquanto estiver no trânsito

- Telefonar aos amigos todos (espero que o auricular dê para isso, senão conduzo com uma mão);
- Fazer uma ou outra chamada de trabalho (dá a entender que sou ocupada e posso fazer loucuras a conduzir);
- Maquilhar-me porque não tive tempo em casa (não quero aparecer com cara de sono ou destrambelhada);
- Comer o pequeno almoço porque também não tive tempo em casa e depois tenho de lavar os dentes numa casa de banho qualquer;
- Ver no jornal que dão nos semáforos que filme vou ver logo à noite para confirmar com a companhia;
- Ver no mapa aquela rua onde tenho de ir tratar daquele assunto que me anda a perseguir, mas eu não sei ir lá ter;

No meio disto tudo, conduzo à maluca e não faço pisca nenhum e ainda reclamo com alguém que me buzine porque me meti à frente dela.

Meus queridos leitores, se correspondem a algum destes pontos, pá, pensem um bocadinho antes de se atirarem de cabeça à rua nestas condições.

Hoje na vinda para o local de trabalho vi algumas destas (nomeadamente uma a maquilhar-se atrás de mim que felizmente não me bateu neste processo e um gajo estúpido que me mandou para um lado qualquer porque passou-se à minha frente para a faixa ao lado, mas logo a seguir e porque ficou atrás de um camião quis meter-se logo à minha frente só para passar à frente do camião e meter-se numa faixa de bus. À minha buzinadela fez uma careta e mandou-me não sei onde. Não fosse precisar do meu pig mobile, tinha-me enfaixado com ele. ANORMAL!).

quinta-feira, abril 10, 2008

Curta

A 2ª circular tem um percurso quase tão divertido como o do rally que fiz nas dunas no Sahara na Tunísia. Só é pena ter tantos turistas.

quarta-feira, abril 09, 2008

Os meus bonecos preferidos...



Gostava de muitos, mas as Maravilhosas Cidades do Ouro. O antigo, o mistério, a descoberta... Estava sempre pregada em frente à TV.

Branco

Numa viagem de regresso, há pouco, da reunião que tínhamos agendada de manhã, tive o prazer de vir a ver o caminho e as suas envolventes. Já conheço o percurso muito bem, mas na maioria das vezes como condutora. Olhar para os lados e pensar na vida é um luxo raro.

Num destes momentos em que vinha a interiorizar tudo o que foi dito e o que vai ter de ser feito, vislumbrei, e não era alucinação, a escassos 20 m da A1, no meio de algumas árvores, sozinho, sem equipamento humano, um cavalo branco.

Juro que ele também me viu naquela fracção de segundo. O resto das coisas pararam na minha cabeça. Ali, naquele momento, a pureza tão perto da civilização e do corropio.

Espero que seja um sinal de esperança e que tudo vai correr bem. Estar à beira de uma nova vida profissional não é fácil, especialmente quando aumenta largamente a responsabilidade e as tarefas. Só o tempo é que não estica, restam estes momentos únicos e aqueles em que estou contigo, nem que apenas abraçados no sofá. Têm o maior valor valor para mim. São os meus momentos brancos, de paz, alegria e amor, mesmo que o dia seja o mais complicado e preenchido de trabalho e chatices.

terça-feira, abril 08, 2008

Surreal em Portugal

Ir à Segurança Social num local, ser atendida dizendo que temos de ir a outra localização, ir, ser atendida e demorar 1h. Incrível.

segunda-feira, abril 07, 2008

National Palace of Wantlight















Que é com quem diz a um turista para ir visitar o Palácio Nacional de Queluz (gei it? :P).

Bem, ontem à tarde fui visitar (depois de ter adiado no início de Março por ter ido à Maternidade ver a M. que tinha nascido) o Palácio Nacional de Queluz. Muitas vezes esquecemo-nos que também temos cá coisas bonitas para ver. Como vivemos cá, deixemos sempre para depois ir conhecer isto ou aquilo... Portanto, toca a levantar o rabo da cadeira e aproveitar os tempos livres. Cá ficam algumas imagens.

domingo, abril 06, 2008

1 dia depois



Nem um dia depois as pessoas acreditavam, os fãs... Deixou-nos fisicamente, mas deixou-nos a sua voz imortalizada. Roubou a sua própria vida. Fez ontem (já) 14 anos.

Quando for grande...

Ontem à noite estive num jantar de "trabalho". Estavam várias pessoas à mesa e a certa altura começa-se a falar da fase da vida em que tem de se escolher que área vamos estudar (10º ano) para mais tarde ingressar na universidade (com os nossos "infantis" 18 anos).

Eu lembro-me que fiz uns testes psico-técnicos, com uma espécie de psicóloga (foi o melhor que arranjaram à nossa escola) e que aquilo deu uma panóplia de áreas, como gestão, matemática, línguas e não sei quê. Basicamente fiquei na mesma.

Eu estava num dilema e assim continuei. Eu adorava arqueologia (muito por culpa do Antigo Egipto e do Indiana Jones). Mas também adorava matemática e tudo o que envolvesse cálculos. Por ter consultado os meus pais, que me explicaram (e muito bem) que ser Egiptóloga era muito difícil e que depois ficava no desemprego, escolhi as ciências.

Quando cheguei ao final do 12º ano, com específicas feitas Matemática, Química e Física, com média para entrar em tudo, fiquei a olhar para o papel da candidatura. E agora? Ainda não tinha decidido!

Como tenho tendência para ser diferente, estabeleci que queria ir para o Técnico. Ponto final. Depois tive de escolher e ordenar os cursos.

Entrei para a primeira opção, Eng. Biológica. Mas ao fim do 1º ano achei que não era aquilo que queria, tinha muito poucas cadeiras de genética (e mais uma vez a história do ser difícil depois trabalhar nisso...). Mudei de curso, sem ter perdido o 1º ano. Lá fui para a Eng. Química. Isto quando toda a gente queria fazer o percurso inverso, e chamaram-me de maluca. Se me arrependo? Nem pensar. Talvez gostasse de ter considerado outras mudanças mais arrojadas, mesmo que perdesse o ano...

Mas como muitas vezes se escreve direito por linhas tortas, a minha área de doutoramento acaba por ser na área que eu devia ter escolhido logo. Se calhar em vez de investigação estava a trabalhar e a minha vida tinha sido muito diferente (melhor ou pior). Mas vim cá ter, faço uma coisa que adoro, tem matemática, tem engenharia, tem gestão, tem investigação, imaginação, variedade...

E passei por vários obstáculos... Não me fizeram mal, mas fizeram-me mais forte.

Por muitas pedras que nos façam tropeçar no caminho, há que procurar o melhor ponto de apoio ou então levantar-nos de cabeça erguida. O caminho muitas vezes não é fácil, mas desistir quando já estamos nele é desperdiçar um bocado da nossa vida. E essa não se repete.

(Pronto, foi o meu discurso de domingo...)