Posters na parede
A propósito de colocar posters na parede quando éramos "jóves" e ainda não havia internet nem playstations, a Thunderlady fez-me lembrar uma situação em que os posters foram, por assim dizer, a minha salvação.
Como já vos contei, fiz Erasmus na Alemanha. Pouca coisa levei além de roupa, o portátil e umas coisitas. Ora uma pessoa chega a um novo país, para passar uns meses da sua vida, não conhece ninguém de início e tem um quarto vazio. O que é que aqui a "je" fez?
Toca de arranjar posters pela cidade, de festas e afins (que não faltavam, por sinal), escolher os mais giros, retirá-los com cuidado e forrar as paredes do quarto. Quando vim a Portugal a meio do Erasmus, pedi uns posters à minha prima que trabalha na Região de Turismo de S. Mamede e levei. Esses fizeram impacto, toda a gente perguntava onde era e eu dizia que era o meu Alentejo.
Outra coisa que decidi fazer foi comprar uma planta. Assim tinha de regá-la e tratar dela e falar com ela. Ainda hoje a tenho, já com 6 anos feitos, e está enorme. Foi a primeira planta na minha casa!
Felizmente não sobrevivi à custa dos posters e plantas, logo conheci imensas pessoas e guardo algumas amizades até hoje. Ou já não se lembram que o ano passado fui a um casamento na Finlândia?




Quantas vezes não teve ele aulas comigo de Análise III? Conseguia ser o único ser vivo na sala que podia dormir sem levar um grito do prof... Sim, às 8 ou 9 da manhã só nos fazia era inveja, ali enroscado no canto do GA3. Depois quando já era hora de almoço, entrava pela cantina num banzé desgraçado e não se contentava com os bifes sola de sapato (nem nós, como é óbvio). Se algum cão entrava no espaço dele havia problema sério e um dia, imaginem, até o vi em vias de facto com uma amiguinha:P Já para não falar que entrava à borla no Super Arraial. A maioria dos cães aqui da zona deve ter algum parentesco com o Nabunda. Ninguém sabe que idade o animal tinha. O problema é que não foi eterno. A nossa mascote começou a piorar lá por 2003 e acabou por ter de ser abatido em 2004. Há quem diga que a idade do pequeno ascendia a 20 anos. Mas para quem veio para o IST pós Nabunda já não vai saber o carinho que todas as pessoas tinham por eles. Não vão ter, afinal, uma parte da "formação" que se dava antigamente aqui no IST. E se calhar não ter também um saco de pulgas como mascote:P

