Cuidado com elas! A típica mulher portuguesa, peixeira, atarracada, católica da raíz do cabelo à unha do pé, anda à solta. E é preciso ter cuidado.
Estava eu até bem posicionada no passado sábado, na Benção dos Finalistas a fim de ver o meu miúdo lá no meio dos estudantes. Vi-o, fiz-lhe adeus, tirei a foto, depois de pedir um poleiro emprestado. Tudo bem. À minha frente estava uma mulher e eu, paz de alma, nem reclamei de ter o banquinho dela aberto, entre mim e ela, a incomodar-me os joelhos. Estão a ver a típica sofredora que vai às 5 da manhã marcar lugar, só para dizer que está lá, de banco dobrável com a bela da risca.
Eis senão quando (ihih), a mulher se vira para mim, com uma voz cavernosa que se ouviu praticamente na Alameda da Cidade Universitária toda e quase me quer bater a dizer para eu parar de saltar (!) que só lhe estou a bater nas costas (!!). Mas a roçar a brutalidade inexplicável!
E eu, obviamente que estava sossegadita no meu lugar sem lhe ter feito nada digo logo:
- Desculpe, eu não estou a saltar e se há alguma coisa a incomodar é o seu banco que está a ocupar o lugar de uma pessoa. Se é para estar sentada, vá para outro lado, que aqui toda gente quer é ver.
(Ela) - Você não tem nada que reclamar que eu cheguei cá muito mais cedo.
- E você não tem de me estar a acusar de nada que eu não estou a fazer, quando você está aqui com o raio do banco a incomodar. Além disso, quer ver a missa e tal, mas de católica agora não está a ter nada.
A esta hora já tinha uma data de gente a mandar vir com a mulher. E não vai de modas, pega a mãe do meu miúdo no banco da mulher, dobra-o e manda-a calar!
Passado um bocado vem uma rapariga que precisa de passar com uma garrafa de água para a avó e eu aviso logo, "não passe por aqui senão esta senhora é capaz de lhe bater"! Começa-se tudo a rir. Remédio santo, nunca mais abriu o bico. E é claro que fiz questão de quando fosse para empurrar, me chegar inocentemente para cima dela...
Se há coisa que eu não entendo é esta gente que diz católica e vai para onde houver uma missa e depois anda a ter comportamentos destes. Não se entende! Depois ainda querem que lhe tenham respeito! Para depois estarem duas ou três pessoas que nunca se levantaram do banquinho, a ler o jornal, mesmo junto às grades da frente? Haja paciência, podiam ter ficado na cama!
