quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Guerra dos Sexos

Não é bem DOS sexos em si, mas sim sobre os praticantes DO sexo em particular. Estamos no século XXI, no 3º milénio e a discussão ainda vai no adro da igreja (expressão propositada). 

A meu ver, existem ainda muitas mentalidades a mudar para que se encare o problema da homossexualidade como um dado adquirido. Sem que haja discriminação destas pessoas, normais, cidadãos. Assim sendo, o seu direito ao casamento tem de ser ganho.

Já quando se fala da educação de uma criança por um casal homossexual, aí a minha opinião diverge. Não consigo imaginar que um casal de pais (afectivos) do mesmo sexo consiga cobrir todas as valências que o casal hetero consegue. Há coisas que são próprias de cada sexo e que, a meu ver, completam a educação da criança. Acredito que existam crianças e jovens que já passaram por essa educação e acredito que sejam óptimas pessoas, preparadas para saber lidar como deve ser com a questão e com valores. Mas, a fundo, poderá ficar perdida aquela conversa que um dia mais tarde poderá ser bem importante.

7 comentários:

pensamentosametro disse...

Ai Wed, isto era conversa que dava para dias e dias.

É bem conhecida a minha posição acerca do assunto e como não quero atrair para ti maus fluidos, ehehehe, digo-te apenas que há que pensar uma e outra vez o que se entende fundamentalmente por educar uma criança se encaramos um facto como normal será com normalidade que as coisas se desenvolverão. A homossexualidade não se pega, garanto-te, mãe de dois homens, um com mais um outro a quem falta um para os 30 e que sempre tiveram na sua vida um modelo gay masculino.
Um casal inteligente, culto, amoroso ainda que gay será sempre preferível a um casal sem estrutura, sem tempo, sem amor ainda que dito normal.


Bjos



Tita

Atlantean disse...

Apesar de não ter qualquer objecção à adopção de uma criança por um casal homossexual, a tua perspectiva é bem vália, e em parte, até concordo. Algo é capaz de "falhar", numa família com essa característica. Mas gostava de pensar que somos capazes de transcender essa necessidade, até porque mesmo em famílias heterossexuais, nem sempre é à mãe ou ao pai que vamos pedir conselhos naquelas coisas que correspondem apenas ao nosso sexo. Mas claro, nunca é a mesma coisa.
Por outro lado, e espero estão a interpretar mal as palavras da pensamentosametro, não acho que devemos argumentar que um casal gay é preferível a qualquer outra "desgraça" de família. Faz parecer que temos de baixar os nossos "padrões de qualidade" para aceitar o casal homossexual. Afinal, até este último pode ser completamente destruturado e disfuncional. E é precisamente isto que devemos tentar clarificar: é que em muitos, muitos pontos, um casal homossexual está sujeito aos mesmos contextos que uma família heterossexual.

I. disse...

Sinceramente, acho que há tanto casal hetero que dá maus pais... e nem por isso são proibidos de procriar. Porque se há-de exigir para uma criança orfã ou abandonada "pais perfeitos", quando qualquer irresponsável pode pôr no mundo uma criança?
Não vejo mal nenhum que uma criança seja adoptada por um casal homo (masculino ou feminino) desde que preencham os requisitos essenciais: serem boas pessoas, com uma vida minimamente estável, capacidade, vontade e disponibilidade para amar e criar as crianças. O resto, perto disto, são pormenores ;)

Gi disse...

Eu por acaso acho que os homossexuais podem ser bons pais; geralmente um configura a figura feminina e outra a masculina.
Independentemente disso, mesmo em casais hetero, nós sabemos bem que "aquelas conversas de um dia mais tarde" nem sempre têm os pais como interlocutores, não é?

Bom fim de semana.;)

Vítor disse...

Acho que a discussão toda pode ser tida em torno da palavra "normal".

Uma pessoa só é normal, enquanto não a conhecemos mais profundamente.
Posto isto, a homossexualidade é tão relevante como a cor dos olhos, ou a forma como gosta dos ovos.

A adopção...concordo que numa sociedade tão estereotipada como a nossa, onde as pessoas fazem, desculpam, aceitam, incentivam a cultura do que "é próprio do homem e da mulher" será realmente um problema. Porque não é suposto ver-se um pai a lavar roupa ou uma mãe a jogar à bola.

Por outro lado, estamos a falar de crianças preparadas desde cedo para lidar com a diferença. Talvez isso nos aproxime mais dos países desenvolvidos, quem sabe.

Bom blog.

Maria disse...

Com isso não concordo.. Concordo sim, com a ideia de que um casal homossexual pode incutir melhor determinados valores, que os casais heterossexuais...
A escolha individual da pessoa não determina a educação que se possa dar..

bjhno.

Carlos Rangel disse...

Bem, tens razão. Mas então será que é preferivel ter uma criança sem qualquer tipo de amor, abandonada numa instituição qualquer, a crescer "expontâneamente" e em que o único amor que tem é da assistente social? É complicado, eu sei, mas acho que é preferível terem o amor de dois Pais ou de duas Mães, do que não terem nada...

Beijocas!