sábado, outubro 18, 2008

Chuva assassina

Choveu 1 h e foi o caos. Não foimaior porque foi durante o fim de semana. Isto leva-me a crer que a idade avanaçada de várias zonas da cidade e o lixo acumulado no escoamento são as principais razões para a inundação lisboeta de hoje.

E agora é ver a desgraça, as pessoas, os prejuízos, os negócios.

Mas quando no dia a dia deitam lixo para o chão ou o deixam lixo abandonado por o recipiente estar cheio, não pensam no que esse lixo vai fazer a estes mesmos sistemas.

Ainda nos falta progredir muito em termos de civismo.

Não obstante, partilho a dor de todos os lesados, sempre.

6 comentários:

Carlos Rangel disse...

"Ainda nos falta progredir muito em termos de civismo..." Muito mesmo! E o pior é que temo que seja uma missão impossível. Esta estória das inundações repetem-se todos os anos... E basta ver as sargetas completamente entupidas com lixo e afins. Lamentável...

Atlantean disse...

I completely agree.

Teresa disse...

Deixa-me defender-nos um bocadinho, mesmo concordando contigo e sabendo que nos falta mesmo progredir muito em termos de civismo. Reparei ultimamente que os caixotes de lixo no aeroporto de Lisboa são tripartidos (papel, plástico, vidro). Em Madrid também. Londres e Nova Iorque? Uma nojeira, tudo ao molho e fé em Deus.

Aliás, como sou incapaz de atirar seja o que for para o chão, penei em Londres há dois meses, a última vez que lá estive. Os caixotes de lixo desapareceram!!! Triste sinal dos tempos, é por razões de segurança,eram bons receptáculos para bombas terroristas.

O meu lixo tem imenso chique, na medida do possível (o carro é pelintra), passeio-o até ao ecoponto mais próximo. Não tenho nem terei filhos, mas aflige-me pensar no planeta que os filhos e netos dos meus amigos herdarão.

A carga de água de hoje? Levei com ela em cheio. Entrei no restaurante para almoçar com sol, à saída chovia como se o mundo fosse acabar. Fiquei um bocado à espera que abrandasse... é o abrandas! Cheguei ao carro numa sopa, quando entrei em casa torci as calças e o pólo, ensopados (escorreram água), tomei um banho quente. A lembrar-me dos sem-abrigo e dos bichos abandonados. Enchi as minhas duas adoradas tontas de mimos, como quem pede desculpa por ter um tecto e por poder tomar um banho quente e a seguir poder vestir um roupão macio.

Beijo.

Cláudia disse...

Mas infelizmente é sempre assim.
Estamos cansados de saber que cada vez que chove "a serio" sem estarmos à espera, há sempre problemas.
Tentar resolver esse erro?
Depois do verão, que tal começar a fazer limpezas...
Enfim...

Pulha Garcia disse...

Concordo plenamente. O escoamento não funciona e ninguém se preocupa o suficiente durante o ano. Nem os particulares nem as autarquias (não é o tipo de obra que dê votos). Depois vem a chuva e surpresa...temos piscinas por toda Lisboa.

Quando leio livros do Amin Malouf, sobre as comunidades Árabes que viviam na Peninsula Ibérica há vários séculos atrás (por exemplo "Leão, o Africano") pergunto-me o quanto ainda teremos desses tempos. A falta de organização vem-me à cabeça.

Mary Birth disse...

Concordo e também me entristece ver que cada vez mais as pessoas continuam alheias ao mal que fazem por não fazerem um esforço para não mandar lixo para o chão, principalmente quando estão a conduzir. Ainda hoje, quando estava a chegar a Lisboa, o carro que seguia à minha frente deitou um embrulho pela janela, provavelmente algum pacote de bolacha vazio... só me passou pela cabeça que aquele moço não viu as notícias.

E é ver cenas deste género a acontecer todos os dias e continuo a não perceber porquê. Basicamente, acho que que quem manda esse lixo para o chão deve pensar que quando chover, inunda tudo e eles limpam... por isso, como hão-de limpar de qualquer maneira, não se ralam. É o eterno pensamento de que "alguém há-de fazer" e assim dificilmente chegaremos a um estatuto civilizado.
É pena.

Peace!